a quinta
Eis as cinco até agora
Canções:
1- Minha Rua
2- Passos
3- Nem eu,nem você
4- Ladrilhar
5- Te quero bem
Desde o início, eu quis fazer algo diferente com esse ciclo.
São canções pequenas, como jóias, como moedas em um bolso.
Tem o aspecto lúdico, mas nunca pueril.
É lidar contra e a partir das expectativas: pois a canção é muito conhecida.
Outra coisa é experimentar, como um diário, uma desconstrução do que se espera sobre o que virá.
É preciso construir um contexto, que é a primeira canção, mas a partir daí utilizar o contexto da canção - um rua, um bosque, os perigos do amor - e daí ir em outra direção. Desromantizar a canção. Desliricizar a cantiga
A última vai direto nisso: é mais irônica. Daí foi a mais difícil de fazer, mais truncada, mais coisas soltas.
Eu pequei duas frases da canção original e a partir delas fiz o piano girar, se mover por ele mesmo, nunca acompanhando. Nessa canção frisei mais o que eu fiz nas outras. Mostrar a dissociação, a não sincronização. Quando ocorre é por acaso.
Muitas mudanças de padrões de acompanhamento, para que se perceba que não há acompanhamento.
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